“Não há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados. O homem, e somente o homem é capaz de discernir, de distinguir o “ser” do “não ser”, com esta capacidade ele alcança o ontem, reconhece o hoje e descobre o amanhã. Ao constatar essa realidade, ele se integra e se enraíza, em uma situação de tempo e espaço, tornando-se assim um ser crítico, que vive em transição.” (Paulo Freire)
“Somente através de uma transformação profunda na consciência dos homens é que se poderá atingir uma sociedade mais humana, menos injusta, mais digna de ser vivida, a fim de poder realmente desfrutar com alegria do privilégio de viver, criar e conviver. E esta transformação só poderá ser obtida, a meu ver, através de um processo educacional global e renovado, que parte da base, e que mature através de gerações, e que, por isso mesmo, não pode mais ser adiado.” (Geraldo Jordão Pereira)
PROJETOS DE ESTUDO
Seguindo as concepções de uma educação transformadora, o planejamento está voltado para a construção e transformação do conhecimento, visando ações como reflexão crítica, curiosidade científica, pesquisa constante, investigação e criatividade.
O trabalho a partir de projetto de estudo, prevê uma participação constante do educador e educando, ou seja, ambos compartilham os objetivos do trabalho e os conteúdos são organizados em torno de um tema de estudo. Com isso, os alunos têm a possibilidade de expor os conhecimentos que já possuem sobre o assunto, buscar novas informações, refletir, analisar e construir novos conhecimentos, relacionando com o que já sabem e o conhecimento científico.
O planejamento é funddamental para o desenvolvimento de um projeto de estudo pois é necessário que o professor tenha clareza da necessidade do mesmo, do ponto de vista científico e do próprio grupo de alunos, também é de extrema importância os objetivos que pretende alcançar com este trabalho. É necessário que os estudos sejam organizados e direcionados, de acordo com os objetivos propostos, de forma que, ao realizá-los os alunos tomem coletivamente decisões sobre o desenvolvimento do trabalho, assim como reflitam, discutam e posicionem-se diante de determinadas situações do tema abordado.
Assim, os alunos sabem claramente o que e por que de toda pesquisa e estudo, aprendem também a formular questões e a transformar os conhecimentos em instrumentos de ação.
A organização do projeto de estudo é muito importante, pois a mesma direcionará o desenvolvimento do mesmo. O projeto deve contemplar:
Título: informa o assunto a ser estudado
Justificativa: explica a necessidade de se fazer o estudo.
Objetivos: o que desejamos, metas e pretensões
Conhecimento da realidade: o que já sabem sobre o assunto e o que desejam saber.
Onde buscaremos informações: como estudar o assunto.
Recursos: a partir dos objetivos e do conhecimento da realidade, citar os conteúdos que o projeto contemplará nas diferentes áreas do conhecimento.
Avaliação: análise qualitativa de todo o processo de ensino aprendizagem, como foi, o que aprenderam e descobriram, o que criaram, o interesse e o desempenho durante os estudos.
Conclusão: o que o professor conclui com o projeto, aspectos positivos e negativos, para a construção de novos projetos de estudos.
Obra consultada: Parâmetros Curriculares Nacionais.
ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO
O estudo de recuperação é uma estratégia importantíssima no trabalho do professor. Deve acontecer semanalmente de forma planejada e sistemática, cabendo ao professor organizá-lo de maneira a atrair e sanar as dificuldades de seus alunos. É dever de todo o professor comprometer-se com a aprendizagem de todos os seus alunos.
Deste momento devem participar os alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem em uma ou mais áreas do conhecimento, assim que constatadas, resgatando a auto-estima e garantindo condições de aprendizagem a todos.
Porém é importante não ser formado por um número elevado de participantes, para que o aproveitamento e o atendimento individualizado sejam privilegiados.
Cada estudo de recuperação deve ser previamente planejado pelo professor, onde o jogo é um eficiente aliado. Todo material produzido nestes momentos deve conter registros do processo de realização de cada aluno (caderno de acompanhamento ou no próprio material), ser bem identificado e arquivado em local próprio de maneira que se possa facilmente visualizar o processo de aprendizagem de cada aluno.
O professor deve fazer com que este momento seja bem aproveitado a fim de sanar as dificuldades por seus alunos, para que o processo de ensino aprendizagem aconteça de forma contínua.
ALFABETIZAÇÃO
O termo alfabetização, no sentido estrito,refere-se ao domínio das competências básicas de decodificação que permitem ao aluno ler e escrever com compreensão, ao final de um período de curso formal,textos de pouca complexidade lética,gramatical e semântica. Embora simples essa definição
provoca as mais variadas reações e interpletações.A maior divergências reside na confusão entre o objetivo da leitura-que é a compreensão -e o processo de aprender a ler -que exige o domínio da codificação .Mas decodificar é apenas o inicio. O objetivo da alfabetização ,a longo prazo, é permitir ao aluno automatizar os prosseso básicos da leitura e escrita, de forma a poder concentrar sua atenção no significado das palavras , no sentido do texto e na fruição da leitura critica de várias formas de expressão literária.
Texto extraído da Política de Alfabetização (2001) – SMEC – C.B.
CONSELHO DE CLASSE
Deve ser um momento prazeroso, alegre e, ao mesmo tempo, sério. Oportunidade de crescimento da consciência pessoal e do grupo, que nos faz sujeitos do processo educativo
Acontece três vezes ao ano, durante as aulas, em todas as turmas.No primeiro momento o professor dicute com os alunos, no grande grupo, as reflexões que fizeram individualmente (alto-avaliação );Que se referem ao comprometimento do aluno com a sua aprendizagem e as regras de convivência estabelecidas pela turma.
O Conselho de Classe propõe uma reflexão prévia dos alunos, apontando possíveis causas e aspectos que requerem maior atenção no grupo, propondo ações concretas para a superação das dificuldades. Acontece através de um roteiro reflexivel em relação ao processo vivenciado. Tal roteiro deve ser previamente planejado pelo professor.
Este, deve organizar um registro que expresse asfalas mais significativas, estabelecendo metas para o próximo triméstre. Após, se faz à retomada com a turma avaliando o Conselho de Classe, fazendo o planejamento para o cumprimento das metas apontadas.
Em outro momento organizado pala equipe diretiva, o professor apresenta os dados do conselho bem como relata o desenvolvimento do processo de aprendizagem da turma, refletindo sobre sua prática e os dado por ele apresentados.
O acesso ao conhecimento escolar e seus muitos caminhos
É preciso ensinar Ciências nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental? E Geografia, História, Arte, Matemática, Língua Portuguesa? Para que ensinar tudo isso a uma criança que acaba de entrar para a escola?
Introdução
Se perguntarmos às crianças o que elas querem saber, ou mesmo se prestarmos atenção às perguntas que elas nos fazem, veremos o quanto elas são ousadas, curiosas, perspicazes. Elas querem saber sobre o universo, as estrelas, os cometas, o mar, os rios, a Terra, os diferentes países, os animais, o comportamento humano, enfim, tudo é objeto de investigação das crianças. Das perguntas mais simples às mais complexas...
Além de curiosas, as crianças também vivenciam experiências fora da escola, que as levam a realizar atividades diferenciadas no interior de suas famílias: ajudar a cuidar de outras crianças, fazer compras no bairro, plantar, ajudar no cuidado da casa, cuidar de animais. Além disso, elas assistem à televisão, convivem com a tecnologia, ou seja, participam ativamente de diferentes atividades que exigem da criança a construção de certos conceitos matemáticos, desenvolvimento da linguagem, transformação da noção de tempo e espaço e, ainda, a percepção de fenômenos de transformação da natureza. Esses saberes são fundamentais para a sua aprendizagem escolar, porque toda construção de conhecimento científico se apoia numa transposição das observações da vida cotidiana.
Então, abarcar uma diversidade de temas na escola significa, antes de tudo, atender ao desejo de saber que as crianças têm e ampliar as noções que constroem em suas experiências de vida. As perguntas que elas fazem são perguntas vivas, que interrogam sobre a existência, a vivência do homem. Elas não sabem de onde as respostas vêm e nem se interessam por saber se aquele é um conteúdo de História, Geografia, Ciências ou qualquer outro componente curricular. Na verdade, são perguntas para as quais buscam respostas também os cientistas dos diferentes campos do saber. Desse modo, se estamos, por um lado, propondo que temáticas diversas sejam tratadas, não estamos sugerindo que o tempo escolar seja dividido por área de conhecimento. Queremos, sim, que as temáticas possam ser apresentadas do modo mais integrado possível, em uma abordagem interdisciplinar. Mas, podemos perguntar: o que fazer para que o ensino seja interdisciplinar e, ao mesmo tempo, possibilite reflexões relativas às várias áreas do conhecimento? É preciso um esforço coletivo para aprender a organizar os tempos na escola de outras maneiras, estabelecendo prioridades que atendam às crianças e a suas necessidades. Só garantimos a interdisciplinaridade quando partimos daquilo que é importante para a vida da criança. Para sabermos o que é importante, precisamos conhecer as experiências acumuladas em sua vivência cotidiana, com base na qual compreenderemos os diversos processos de socialização que experimentam em suas vidas. Alguns aspectos dessa socialização precisam ser considerados pela escola, pois podem influenciar na formação de valores, modos de agir e pensar e se situar no mundo.
Assim, é preciso refletir sobre a história da construção do conhecimento em cada área para, a partir dessa reflexão, propor diálogos entre os diferentes saberes. Esse diálogo é pautado pelo interesse em ajudar as crianças a formularem conceitos, a desenvolverem habilidades relevantes ao conhecimento e à sua constituição como sujeitos de suas histórias. O conceito de letramento, que remete aos usos da escrita na sociedade, vem sendo desenvolvido, nas últimas décadas, como uma das possibilidades de entendermos esse sujeito que aprende e que convive socialmente. É um conceito que está sendo mobilizado por teóricos dos diversos campos do saber escolar, para compreender como o contato com os diferentes textos que circulam na sociedade favorece o desenvolvimento de habilidades diversas e a aprendizagem de conhecimentos também diversos. Em uma sociedade como a nossa, em que a escrita está presente de modo intenso em diferentes esferas de interlocução, é imprescindível ver a escola como espaço de ampliação das possibilidades de lidar com a escrita. Desse modo, cabe a nós, que recebemos as crianças nos primeiros anos de escolaridade, propiciar que elas participem das situações discursivas mediadas pela escrita. Os conhecimentos acumulados por pesquisadores e educadores em geral podem ser mobilizados para se proporem ações integradas, que incluam os grandes temas mobilizadores da humanidade e fundamentais para a participação das crianças em outros espaços da sociedade, por meio da oralidade e da escrita durante o processo de escolarização. Do mesmo modo que a escrita, a oralidade deve ser reconhecida como modalidade de diversos usos. Em uma sociedade em que a escrita é tão fortemente valorizada, corremos o risco de não percebermos o quanto é necessário ampliar nossas habilidades para falar em diferentes situações formais e informais. Ao longo da história, a oralidade sempre desempenhou papel importantíssimo em todas as áreas do conhecimento. Considerando, portanto, a importância de ajudarmos as crianças a desenvolverem, desde a sua entrada na escola, algumas habilidades fundamentais para sua inserção social, propomos que sejam promovidas muitas e variadas situações orais e escritas em que os estudantes possam refletir sobre os conhecimentos e construir saberes. Tais domínios são necessários para que as crianças possam ampliar as suas experiências culturais e desenvolver habilidades de refletir, avaliar, argumentar, formular e testar hipóteses fundamentais para eles se constituírem como sujeitos autônomos. E que aprendam com segurança, mas ousando, sem medo de cometer erros. Portanto, aceitando desafios. Nessa mesma direção, recomendamos um ensino em que temáticas importantes para o desenvolvimento de atitudes e comportamentos eticamente comprometidos com uma sociedade melhor sejam contempladas.
Com esse espírito, sabendo da importância de garantirmos que os conhecimentos gerados por estudiosos das diferentes áreas de conhecimento façam parte do acervo de saberes dos estudantes, propomos que o trabalho voltado para o desenvolvimento de habilidades e atitudes fundamentais que perpassam todas as áreas seja priorizado, sempre de forma lúdica e criativa nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Com essa finalidade, apresentaremos algumas contribuições de cada componente curricular para pensar esse ensino de forma mais engajada e participativa. Em cada tópico do texto apresentado a seguir, será apontada a importância de uma área de conhecimento para o processo de escolarização e para a inserção social das crianças. Essa discussão inicial, em cada tópico, é seguida de uma exposição de alguns princípios relativos ao currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental, referentes ao componente curricular enfocado e, por fim, será tratada a importância da diversificação dos recursos didáticos para um ensino contextualizado, dinâmico e significativo. Em cada tópico, serão apresentados, de modo abreviado, os temas contemplados nos acervos de obras complementares e suas contribuições para o trabalho docente. Como veremos adiante, os livros aprovados para compor os acervos são variados quanto às temáticas, ao tamanho dos textos, ao nível de complexidade com que as temáticas são tratadas e aos gêneros discursivos. A seleção dos livros se orientou por um critério de relevância para a aprendizagem de conceitos fundamentais que compõem o currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental e, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento de atitudes e habilidades imprescindíveis para a participação ativa das crianças na sociedade. Dentre essas habilidades, destacamos o desenvolvimento de estratégias de leitura, que garantem a formação de alunos leitores nas escolas. Diversificar os acervos de obras complementares foi uma das formas que encontramos para contemplar o desenvolvimento de variadas estratégias leitoras, adequadas aos tipos de material textual. Por exemplo, os textos instrucionais (que ensinam a realizar ações, como as receitas culinárias, as instruções para montagem de brinquedos, instruções para desenhar e construir objetos, instruções para realizar experimentos) podem ser usados em situações reais, estimulando as crianças a voltar ao texto a cada etapa da execução das atividades. Esses textos, via de regra, ajudam a criança a familiarizar-se com a linguagem prática, com uso de verbos no imperativo ou infinitivo, organizados segundo uma ordem cronológica de descrição de ações. Com base nos livros cujos textos se caracterizam como instrucionais, pode-se estimular as crianças a escrever outros textos do mesmo gênero, como livros de receita ou manuais de instruções de montagem de brinquedos. Tais atividades, com certeza, envolvem conhecimentos oriundos de Matemática e de Ciências. Dependendo do modo como são conduzidas, podem auxiliar o trabalho na área de Geografia ou História, se, por exemplo, propusermos a produção de um livro de brincadeiras presentes em diferentes países ou momentos históricos. Os textos narrativos, em que são relatados acontecimentos em torno de determinadas temáticas, podem ser muito importantes para a familiarização com os recursos que garantem a cronologia dos fatos, na passagem do tempo, típica da narração. Os relatos, as biografias e os contos, que estão presentes nos acervos, podem ser usados em atividades nas quais se pede às crianças que produzam outras histórias, biografias e relatos com temáticas similares. Na leitura, podem-se explorar as ações dos personagens, as relações de causa e efeito, antecedência e consequência, a ordem em que os fatos acontecem. Nas biografias, podem ser promovidas muitas reflexões sobre as relações entre a vida da pessoa biografada e o contexto em que a história aconteceu, com comparações com outras biografias de pessoas que viveram na mesma época. As obras de arte também podem ser exploradas em atividades de leitura e escrita de biografias de artistas.
Os textos de caráter mais expositivo, mais didático, também são importantíssimos, pois os estudantes precisam aprender a lidar com o tipo de linguagem presente na esfera escolar/acadêmica. O estranhamento em relação a essa espécie de texto que muitas crianças sentem, quando avançam na escolaridade, decorre, frequentemente, da falta de familiaridade com sequências expositivas. A comparação entre as informações trazidas na obra e essas mesmas informações em outros suportes textuais (outros livros, internet, jornal, o próprio livro didático) é muito importante para que as crianças aprendam a estabelecer relações entre textos, como reconhecer um conteúdo comum a textos de tipos ou gêneros diferentes, a localizar informações, a parafrasear (dizer algo de outro modo). Assim, o desenvolvimento de projetos didáticos motivados por temáticas tratadas nas obras complementares pode ajudar as crianças a ler e a desenvolver curiosidade científica, nas diferentes áreas do saber. Por fim, todas as obras podem auxiliar as crianças a desenvolver habilidades de estabelecer relações entre textos verbais e imagens, ou seja, usar as ilustrações e fotos, dentre outros recursos, para apreender os sentidos dos textos. Há, ainda, entre as obras, contribuições para a leitura de textos não verbais, já que algumas narrativas são contadas apenas por imagens. Faremos, a seguir, ”um passeio ” pelos diferentes componentes curriculares, de modo que poderemos, ao final, perceber os pontos de encontro entre as temáticas e habilidades priorizadas em todos os campos do saber, que vêm contemplados nas obras complementares para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
Faça a sua parte
“aquela que se atreve a
ensinar, jamais deveria cessar
de aprender...
Conte com um amigo
plante uma árvore
torna-se um
aprendiz para
a vida toda!!!
pratique o bem
cuide das nossas crianças
mantenha-se renovando e
brilhando, aprendendo algo
novo todos os dias”.
(dr. Homer adams)
faça ao outro o que gostaria que ele fizesse a você
PENSE...
“A importância dada aos conteúdo revela um compromisso da instituição escolar em garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente , pois este se constituem como instrumentos para o desenvolvimento,a socialização, o exercício da cidadania e a atuação no sentido de refutar ou reformular as deformações dos conhecimentos, as imposições de crenças dogmáticas e a petrificação de valores. Os conteúdos escolares que são ensinados devem , portanto , estar em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico.
Isso requer que a escola seja um espaço de formação e informação, em que cada aprendizagem de conteúdos deve necessariamente favorecer a inserção do aluno no dia-a-dia das questões sociais marcantes e em um universo cultural maior. A formação escolar deve propiciar o desenvolvimento de capacidades, de modo a favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais, assim como possibilitar aos alunos usufruir das manifestações culturais nacionais e universais.
Os conhecimentos que se recriam na escola ganham sentido quando são produtos de uma construção dinâmicas que se opera na interação constante entre o saber escolar e os demais saberes , entre o que o aluno aprende na escola e o que ele traz de aquisição , no qual interferem fatores políticos, sociais , culturais e psicológicos.0
Texto extraído Parâmetros Curriculares Nacionais.